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Perguntas frequentes sobre processo trabalhista no Rio de Janeiro

Reunimos aqui as dúvidas que mais chegam ao escritório, respondidas de forma direta e sem juridiquês. As informações são gerais e não substituem a análise do seu caso concreto.

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Quanto custa contratar um advogado trabalhista no Rio de Janeiro?

A Avaliação de Viabilidade é gratuita: você não paga nada para descobrir se tem direito e quanto o caso pode valer. Se decidir seguir, o formato mais comum é o honorário de êxito (ad exitum) — um percentual acordado por escrito, cobrado apenas sobre o que você efetivamente receber. Também existem os formatos fixo e híbrido. O percentual segue os parâmetros da Tabela de Honorários da OAB/RJ e é informado antes de qualquer assinatura. Entenda em detalhe como funcionam os honorários.

Vale a pena processar a empresa por um valor pequeno?

Depende de três fatores: o valor total do que está em aberto (somando verbas, FGTS, multas e reflexos, quase sempre maior do que a pessoa imagina), a força das provas e o custo real de tocar o processo. Na Avaliação de Viabilidade nós calculamos essa conta e dizemos com franqueza quando não vale a pena — recomendar uma ação frágil não interessa a ninguém.

Posso processar a empresa enquanto ainda estou trabalhando lá?

Sim. A CLT não exige que o contrato tenha terminado para que você cobre o que é seu. Ações no curso do contrato são comuns em casos de horas extras não pagas, FGTS não depositado, desvio de função e descumprimento reiterado de obrigações. A dispensa motivada pelo simples fato de você ter ajuizado a ação é ilícita e pode gerar indenização própria.

Qual é o prazo para entrar com ação trabalhista?

São dois prazos, e eles funcionam juntos. O prazo prescricional bienal: você tem até 2 anos após o fim do contrato para ajuizar a ação. E o quinquenal: dentro dessa ação, só é possível cobrar os últimos 5 anos trabalhados. Na prática, cada mês de espera pode apagar um mês de direitos. Se o seu contrato terminou há mais de um ano e meio, trate o caso como urgente.

Quanto tempo demora um processo no TRT-1?

Como referência prática: a primeira audiência costuma ser marcada entre 60 e 90 dias após o protocolo. A sentença de primeiro grau costuma sair entre 14 e 24 meses, e recursos podem estender o prazo. Acordos homologados encerram muitos casos entre 3 e 6 meses. Prazos processuais variam conforme a vara, a complexidade da prova e a postura da empresa — nenhum escritório pode garantir data.

Preciso ir a algum lugar para começar?

Não. Todo o início é remoto: você manda sua história e seus documentos pelo WhatsApp (21) 99268-9339 ou por e-mail, e recebe o parecer escrito em até 48 horas úteis. Audiências no TRT-1 são realizadas de forma presencial ou telepresencial conforme a vara; você é orientado com antecedência sobre cada etapa.

Como entro com um processo contra a empresa no Rio de Janeiro?

O caminho prático tem cinco passos: (1) reunir documentos — CTPS, contrato, holerites, TRCT, extrato do FGTS, espelhos de ponto e mensagens; (2) obter uma análise de viabilidade; (3) assinar procuração e contrato de honorários; (4) protocolar a Reclamação Trabalhista pelo PJe, no TRT-1, na vara competente conforme o local da prestação de serviços; (5) comparecer à audiência inicial, normalmente marcada entre 60 e 90 dias depois. Reclamante e reclamada são intimados eletronicamente a cada etapa.

Em qual comarca minha ação deve ser proposta?

Em regra, no local onde você prestou serviços, mesmo que a empresa tenha sede em outro estado (art. 651 da CLT). Atendemos as comarcas de Rio de Janeiro (Capital), Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Petrópolis, Volta Redonda, Campos dos Goytacazes, Macaé, além de atendimento remoto para trabalhadores de todo o estado do Rio de Janeiro.

Preciso comparecer pessoalmente às audiências?

Na audiência inicial e na de instrução, a presença do reclamante é a regra, porque o depoimento pessoal e o interrogatório dependem dele. Muitas varas do TRT-1 realizam audiências telepresenciais, o que reduz deslocamento. Você é avisado com antecedência e recebe orientação prévia sobre o que esperar e como responder.

Meu chefe pode saber que procurei um advogado?

Não por nós. Tudo o que você relata é protegido pelo sigilo profissional, que é dever legal e ético do advogado e permanece mesmo que você não contrate o escritório. A empresa só toma conhecimento se e quando a ação for ajuizada e ela for citada.

Trabalhei sem carteira assinada. Tenho direitos?

Sim. O vínculo de emprego decorre dos fatos, não do papel: presentes pessoalidade, habitualidade, onerosidade e subordinação, o vínculo pode ser reconhecido judicialmente com todos os efeitos — anotação na CTPS, verbas rescisórias, FGTS e reflexos de todo o período. Comprovantes de pagamento, mensagens com ordens de serviço, uniformes, crachás e testemunhas costumam sustentar o pedido.

Sou PJ ou trabalho por aplicativo. Isso muda alguma coisa?

Muda a discussão, não necessariamente o direito. Quando a contratação como pessoa jurídica ou autônomo mascara uma relação com subordinação, pessoalidade, horário e exclusividade, é possível pedir o reconhecimento do vínculo — a chamada “pejotização”. Os casos de motoristas e entregadores de aplicativo têm tratamento controvertido nos tribunais e exigem análise individual, sem promessa de resultado.

Recebi uma proposta de acordo. Aceito ou vou até o fim?

Depende de comparar quatro variáveis: o valor proposto, o valor estimado em sentença, a probabilidade de êxito diante das provas e o tempo até o efetivo recebimento. Um acordo menor recebido em três meses pode superar, em valor presente, uma sentença maior recebida em três anos — ou não. Essa conta é feita com você, com números na mesa; a decisão final é sempre sua.

O que acontece se a empresa fechar ou não tiver dinheiro?

A execução prossegue. É possível buscar bens da empresa por sistemas eletrônicos (bloqueio de contas, veículos, imóveis) e, presentes os requisitos legais, desconsiderar a personalidade jurídica para alcançar o patrimônio dos sócios. Também há responsabilidade subsidiária ou solidária em casos de grupo econômico, sucessão empresarial e terceirização. É uma fase que exige persistência — e é justamente onde muitos processos são abandonados.

Fui demitido durante a estabilidade. E agora?

Há várias estabilidades: gestante (da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto), acidentária (12 meses após o retorno do auxílio-doença acidentário), do dirigente sindical, do membro da CIPA e as previstas em norma coletiva. A dispensa nesse período é nula, e cabe pedido de reintegração ou de indenização correspondente ao período de estabilidade. O prazo aqui é especialmente curto — procure orientação rápido.

O que é o TRT-1 e por que ele aparece em todo lugar neste site?

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região é o tribunal que julga as causas trabalhistas do estado do Rio de Janeiro. É perante as varas do trabalho vinculadas a ele que as ações são protocoladas e processadas, pelo sistema eletrônico PJe.

Posso mudar de advogado no meio do processo?

Pode. A relação entre cliente e advogado é de confiança e o mandato é revogável a qualquer tempo. Basta constituir novo procurador; os autos são eletrônicos e a transição é simples. Ficam devidos os honorários proporcionais ao trabalho já realizado, conforme o contrato assinado.

Quanto tempo até eu receber o dinheiro depois de ganhar?

Ganhar a ação e receber são etapas distintas. Após a sentença transitar em julgado, vem a liquidação (cálculo dos valores), a citação para pagamento e, se necessário, a execução forçada com bloqueio de ativos. Em acordos, o pagamento costuma ser bem mais rápido, com prazo definido no próprio termo. Não é possível prever data — depende da capacidade de pagamento da empresa e do andamento da vara.

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